Antonio Trindade, 66, é um dos mais conhecidos executivos do mercado de seguros. À frente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), ele monitora o que tem sido um pesadelo para empresas e consumidores: a demora na entrega de veículos acidentados. O reparo tem demorado até seis meses e isso custa tanto que as seguradoras já preferem decretar a perda total. Essa situação é reflexo da crise das montadoras ? A pandemia afetou toda a cadeia produtiva. Houve escassez de componentes. Faltam peças. Depois, veio a desaceleração econômica. Praticamente, todas as montadoras pararam ou encerraram a produção. Como isso afetou as seguradoras? Quando indeniza um carro, elas ficam deficitárias. Em um sinistro parcial de veículos, há a vistoria, liberação do conserto, compra e entrega das peças, os reparos e a entrega ao segurado. A federação tem um núcleo que acompanha as associadas e monitora as entregas. A demora é tão grande assim? Entre janeiro e...