
Migração de quadrilhas de tráfico poderia estar por trás de ataques a motoristas .
O roubo e o furto de veículos estão em alta no Estado, superando em percentuais o crescimento da frota. As estatísticas apontam que os crimes aumentaram quase duas vezes mais do que a quantidade de carros que ingressam no trânsito gaúcho em um ano.
Como ocorre usualmente na divulgação de índices negativos de roubo e furto de veículos, o aumento da frota foi citado pela polícia e pela Secrataria de Segurança Pública como um dos culpados pela alta nos crimes. No entanto, enquanto o número de veículos cresceu 6,88% no Estado, conforme o Detran, entre Agosto de 2010 e o mês passado , o furto subiu 10,3% e o roubo 15%.
Quando as quadrilhas se descapitalizam, passam a agir no comércio de carros roubados. Essa migração de quadrilhas desarticuladas é uma das principais razões para o aumento.
Abrandamento de lei pode favorecer criminosos
O fenômeno não é novo, mas pode estar se expandindo . Na quinta 15.09, uma quadrilha de traficantes foi desmantelada pela Operação Açores. Para lavar dinheiro, o grupo se utilizava de revenda de automóveis. Para se capitalizar após o sequestro judicial de bens, conduzia veículos roubados até o Paraguai, onde usava como moeda de troca por drogas.
O traficante não para de atuar no tráfico. No Paraguai, um carro zero vale até cinco quilos de pó.
Mudanças jurídicas recentes também tem facilitado a vida dos ladrões de carros, como a transformação da receptação em crime afiançável. A opinião é do delegado Eduardo de Oliveira cèsar, titular da Delegacia de Capturas que responde pela Delegacia de Roubo de Veículos.
O tráfico é o propulsor do crime, e as quadrilhas estão mais organizadas.
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