A alta no preço dos veículos usados e seminovos em 2021 – que chegou a 19,09% no acumulado do ano, conforme estudo da empresa especializada em mercado automotivo KBB – elevou entre 10% e 20% o valor das apólices de seguro veicular. Isso ocorre porque o valor de mercado do veículo é o principal fator utilizado para a precificação do seguro.
De acordo com a KBB, o preço médio dos carros usados – aqueles com uso entre quatro e dez anos – aumentou 19,09% de janeiro até outubro deste ano. Já os seminovos tiveram uma alta menor, de 12,79%, enquanto os novos subiram somente 5,91% no mesmo período. “O preço dos carros de algumas montadoras, que têm entregado menos veículos novos, subiu mais do que de outras. Isso explica a variação no aumento dos seguros”, detalha o corretor Jacinto Ribeiro Neto.
Conforme ele, não há nenhum índice oficial que determine a variação nos preços dos seguros, até porque o valor das apólices não segue apenas a cotação do carro. “De forma geral, o valor médio das apólices foi reajustado entre 10% e 20% ( podendo chegar até 40%), dependendo do modelo do veículo, exatamente por causa da alta nos preços do mercado”, esclarece.
A principal referência do mercado é a Tabela Fipe, mas fatores como o índice sinistralidade de cada modelo, o perfil do motorista e as condições do veículo também são levadas em consideração. Pesa ainda no cálculo do seguro o custo de peças de reposição, que está em alta com o aquecimento do mercado de compra e venda de veículos usados e seminovos.
Sem carro zero na praça, seminovos continuarão em alta
Tudo indica que a alta no preço das apólices de seguros, por conta da supervalorização dos veículos seminovos e usados, deve permanecer no horizonte do mercado automotivo por um bom tempo ainda.
Conforme explica o presidente da Associação de Revendedores do Estado de Minas Gerais (Assovemg), Gênio Júnior, não há sinal de quando chegará ao fim a escassez de modelos novos, por conta principalmente da falta de componentes microchips no mercado.
“A crise dos microchips segue longe de acabar. A opção pelos modelos seminovos continua valendo a pena por conta do custo-benefício. Mas é preciso pesquisar e ficar atento, já que, além das oscilações diárias da tabela Fipe, os lojistas têm tido dificuldade para repor os estoques, lembrando que o mercado continua aquecido”, diz o empresário.
Segundo dados divulgados pela Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o mercado de carros seminovos acumula alta de 23,9% ao longo do ano. Entre os meses de janeiro e novembro de 2021, os dados da Fenauto apontam que 1.710.580 veículos deste tipo foram comercializados apenas em Minas Gerais, 16% a mais do que no ano passado.
FONTE - HOJE EM DIA 14.12.21 - Gabriel Faleiro
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