Setor de seguros movimentou cerca de R$ 435 bilhões em 2025, mas as empresas estimam prejuízo anual de R$ 2 bilhões com fraudes
As tentativas de fraude contra seguradoras de veículos aumentaram no país no ano passado. Quase 27% das queixas foram falsas. Para conseguir a indenização, donos chegam a simular roubos, acidentes e até destroem o próprio carro. A investigação começa quando a vítima registra boletim de ocorrência, com análise de rotas e imagens de câmeras para confirmar a versão apresentada.
No Paraná, um homem foi flagrado ateando fogo ao próprio carro de luxo, avaliado em R$ 700 mil, com dívidas e documentação pendente. Ele teria destruído o veículo para receber o seguro, segundo a polícia. “O grande problema disso é que os bons clientes sempre pagam pelos maus. O preço do seguro ele vem aumentando ano a ano, às vezes mês a mês”, afirma o diretor de seguradora Marcony Malmacedo.
Segundo a polícia civil, em Porto Alegre, de cada oito carros roubados, um foi simulado pelo próprio dono. Em todo o país, 27,2% dos sinistros automotivos tiveram fraudes comprovadas no primeiro semestre do ano passado, alta de 4,1 pontos percentuais. “Algumas seguradoras pagam de 100 a 110% da fipe. Então, sempre tem um interesse financeiro nessa questão”, diz a delegada Jeiselaure Souza.
Em Caxias do Sul, há uma suspeita de fraude a cada 15 dias. O setor de seguros movimentou cerca de R$ 435 bilhões em 2025, mas as empresas estimam prejuízo anual de R$ 2 bilhões com fraudes. “Através de desmanche ou condução para outros estados com adulteração, a vítima obtém dinheiro do seguro e os demais com a venda das peças”, afirma o delegado Luciano Righês Pereira.
Fonte: R7

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